Estoque de descartável costuma errar para os dois lados: falta no meio do mês ou sobra caixa vencendo no almoxarifado. Os dois custam dinheiro.
O primeiro passo é parar de dimensionar pela média geral da unidade e passar a olhar por setor. Consumo de luva em centro cirúrgico não se parece com o de recepção.
Um método que funciona bem: levante o consumo real dos últimos três meses por setor e por item, calcule a média semanal e acrescente uma margem de segurança proporcional à criticidade do item. Itens sem substituto pedem margem maior.
O segundo passo é separar o que é consumo estável do que é sazonal. Campanhas de vacinação, mutirões e picos respiratórios distorcem a média se entrarem no mesmo cálculo.
O terceiro é definir ponto de pedido em vez de comprar por calendário. Ponto de pedido é o saldo que dispara a nova compra, calculado a partir do consumo semanal e do prazo de entrega do fornecedor. Se o fornecedor entrega em cinco dias, o ponto de pedido precisa cobrir esses cinco dias mais a margem.
Por fim, vale negociar entrega programada em vez de comprar tudo de uma vez. O preço de volume é mantido, mas o material chega parcelado — o que reduz área ocupada e risco de perda por validade.
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